Cibersegurança e questões internas
Escrito por Lorena Domingos
Publicado em: 20/09/2025
As postagens aqui acabaram ficando mensais, não por falta de vontade, mas porque nem tudo se organiza rápido dentro da cabeça.
No dia 18, participei da aula inaugural de uma formação em cibersegurança para mulheres. Entrei em pânico. Vieram pensamentos conhecidos: que eu não pertencia àquele espaço, que era uma farsa, que não era mulher o suficiente para estar ali.
Considerei ir embora, sumir discretamente, evitar o desconforto. No fim, fiquei. Não sei explicar exatamente o motivo. Talvez porque algumas escolhas aconteçam antes da coragem aparecer.
Apesar do medo, foi uma boa experiência. Encontrei uma amiga de outro curso e minha coordenadora, que já foi minha professora. Vê-las trouxe uma sensação simples e necessária: você não está sozinha.
Os próximos passos ainda provocam tensão. Participar das aulas ativa inseguranças antigas, especialmente em relação à minha voz. Ainda assim, tento olhar para isso com menos rigidez. Nenhuma mulher deveria ser obrigada a performar feminilidade o tempo todo. Isso cansa, limita e não diz nada sobre quem somos de verdade.
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